Redações integradas: possibilidades e questionamentos para se pensar o paradigma do fazer jornalístico
A tecnologia transformou o mundo, chegou a vez do jornalismo
Quais os desafios para integrar a produção jornalística em uma sociedade dinâmica e digital, na qual a informação tem prazo de validade? Algumas
experimentações vêm sendo feitas em todo mundo, buscando cada vez mais um novo modelo de redação, em que as novas ferramentas tecnológicas possam trabalhar de maneira integrada.
O século 21 ficará marcado na história da humanidade pelos avanços tecnológicos que transformaram, a nossa maneira de se relacionar com o mundo. Estamos diante de processos que questionam, agridem e quebram paradigmas históricos. Seja nas artes, musica ciência e mesmo no fazer jornalístico.
“O “JB” vai sair do papel. E entrar para a modernidade”. Foi com essa frase que O Jornal Do Brasil, em julho de 2010, decretou o fim da circulação impressa do jornal, transferindo todo o conteúdo para a versão online.
Por trás dessa mudança de rumos existem dois fatores principais: As dívidas que o jornal vem acumulando ao longo dos anos e a morte a muitos anos anunciada, de uma mídia ultrapassada: o jornal impresso.
O que quero afirmar, não é que o jornalismo está morto – não por enquanto – mas, que estamos presenciando um momento histórico no qual a notícia impressa não consegue mais acompanhar o dinamismo da vida moderna. Migrar conteúdo do impresso diretamente para o meio digital ao meu ver também não é a mais ousada das atitudes, mas apenas um grito de desespero, de incerteza em uma geração que já vem ao mundo com palavras como: tablet, wireless, up grade e touch screen na ponta da língua. Do átomo ao bit essa é a síntese de um processo de mudanças, de quebras de paradigmas que se apresentam aos jornalistas neste exato momento.
As antigas redações de modelos cartesianos e verdades positivistas começam a entrar em extinção com a mesma velocidade que enviamos um email para o amigo de outra cidade.
O jornal New York Times, acostumado a ditar tendências foi o primeiro a explorar as possibilidades de integração das redações, do online e impresso, seguido pelo El Pais no Brasil. Os mais tradicionais olham com um ar de desconfiado para esse novo horizonte, mas pouco a pouco e tempo os colocam de joelhos frente a mudança inerente, como O Globo que recentemente anunciou a integração de suas “redações” em uma só.
Mas o que seria uma redação integrada? Dividir o mesmo espaço físico? Qual a realidade dos jornais mineiros frente a essas novas propostas?
Entrevistamos Frank Martins, redator do jornal O Tempo on-line, um dos principais jornais da cidade de Belo Horizonte, para entender melhor esse processo que vem impactando – e vai transformar mais ainda – a vida de jornalistas e leitores mundo afora.
Redação: Qual a sua opinião sobre redação integrada?
Frank Martins – Este processo já vem sendo vivido pelos principais periódicos do mundo, como, por exemplo, o “New York Times” e o “El País“. Aqui
no Brasil grandes jornais de circulação nacional como a Folha e O Globo também adotam essa prática. O trabalho desenvolvido no O TEMPO ganha
com qualidade e agilidade tendo a sua redação integrada. Com a força que o ambiente virtual vem ganhando no dia a dia das pessoas, o processo
de integração das redações é um processo inevitável nas empresas de comunicação.
Redação: Quais são os pontos positivos e negativos?
Frank Martins – Não sei falar em pontos negativos, mas acho que a criatividade é que sai ganhando nesse processo. A convivência da cabeça do on-line com a cabeça do papel produz novas rotinas, novas ferramentas tecnológicas para desenvolver melhor o jornal, seja ele impresso ou virtual.
Redação: A redação de O TEMPO é uma redação integrada?
Frank Martins – Se você considerar redação integrada como os profissionais do impresso e do virtual trabalharem no mesmo ambiente, sim, O TEMPO apresenta uma redação integrada. Mas prefiro pensar em redação integrada como o ambiente em que os profissionais de comunicação de diversos meios (impresso, virtual, vídeo) trabalham juntos e desenvolvem conteúdo complementar.
Redação: E pra finalizar, quais são as características da redação integrada do O TEMPO?
Frank Martins – O objetivo de integrar as redações, além de diminuir os custos da empresa, é dar mais agilidade aos produtos da casa e se adequar a um mundo no qual a internet tem cada vez mais um papel importante. Portanto como podemos observar, mais do que cortar gasto, produzir conteúdo para o online ou mesmo dividir os mesmos espaços físicos as redações integradas representam uma quebra de paradigma e um novo olha para a produção jornalística na virada do século XXl. Pois os profissionais que estão chegando nos próximos anos espera-se serem capazes de problematizar o jornalismo em uma esfera muito maior do que a simples dicotomia online VS impresso, mas entender o processo como um todo, de uma forma interligada.
Imagens de uma visita técnica à Redação integrada da Rede Gazeta
Por Danielle Gláucia e Thiago Almeida
Dinâmicas da informação
Cobradas pela dinâmica do mercado que cada vez mais querem informações rápidas e instantâneas, as redações estão se adequando a vários formatos, primando por um modelo de redação integrada. Este novo modo de fazer jornalismo agrega profissionais das várias editorias em um único lugar, e em alguns casos com o objetivo de diminuir custos e tornar os veículos midiáticos mais ágeis na disseminação da informação.
O redator do portal O Tempo, Juvercy Júnior, afirma que a redação do periódico antes era desmembrada. “Hoje a dinâmica do mercado faz com que tenhamos que buscar mais critérios de noticiabilidade. Aqui no jornal as editorias do jornal O Tempo on line, editoria cidades e o jornal Super Notícia trabalham integradas, o que viabiliza mais velocidade para soltarmos as informações aos leitores. Isso faz com que trabalhemos de forma centralizada, sistematizada e otimize a comunicação interna.”
Juvercy declara ainda que essa dinâmica faz com que os jornalistas trabalhem de forma um pouco diferente do usual. “Trabalhando integrados e buscando mais agilidade na informação temos primeiro a fase de pré-apuração que são as “escutas”, a apuração em si e a concretização de uma matéria mais completa”.
O estagiário Matheus Pereira do jornal O Tempo, já está vivendo a experiência de trabalhar em uma redação integrada e já tem sua opinião formada sobre este novo formato.
“Redação integrada é quando setores de uma redação, tanto o portal, como o imprenso, trabalham em conjunto. Em minha opinião, é quando o portal começa a apuração, em seguida, o impresso tenta colocar informações com dados, infográficos etc. Hoje em dia, é impossível não trabalhar dessa forma. É importante ter esta hierarquia para a informação não perder o foco. Além disso, essa integração ajuda a informar primeiro e com qualidade”, completa.
Veja um dos vídeos.
http://www.otempo.com.br/videos/player/?v=2580
Por Iara Fonseca, Izabela Pacheco, João Paulo Costa Jr. e Raphael Jota
Novas tecnologias, novas maneiras de se fazer jornalismo
Em uma era digital, marcada pelo grande desenvolvimento da tecnologia, vemos surgir uma nova forma de fazer jornalismo. Esse formato, chamado de integrado, consiste em unir profissionais de várias editorias em um só local, para que uma produção ‘comunique’ com a outra, obtendo-se, dessa maneira, uma informação mais completa para o leitor.
De acordo com a editora executiva da Sempre Editora, Lúcia Castro, algumas editorias do grupo já experimentam essa modalidade há quase 2 anos. “temos em uma única redação o Portal de Notícias (OTEMPO Online), a Webtv (TV OTEMPO) e as equipes do Super Notícia e da editoria de Cidades de O TEMPO (impresso).”, explica. Segundo a editora, todos os editores, redatores e repórteres trablham ao mesmo tempo no mesmo ambiente “um alimenta o outro o tempo todo. Equipe de apuradores produz para todos”, completa.
A inciativa de implantação dessa integração surpreende, mas não deixa de ser uma grande inovação no joralismo. A junção de vários profissionais capacitados para trabalhos em diversas áreas, tende a aproximar e aclarar a informação para o leitor. “Nos dias de hoje e, cada vez mais, terá d
e ser assim. Todos os profissionais têm de estar aptos (não precisa ser especialista) a apurar e produzir conteúdo para as mais diversas plataformas, o que, considerando que o uso de todas estas mídias já faz parte do universo da grande maioria dos profissionais de comunic
ação, não é tão complicado”, conclui Lúcia Castro.

Veja video produzido pela equipe do jornal OTempo:
http://www.otempo.com.br/videos/player/?v=1753
Por Débora Gomes e Nelio Souto
Normas “legais” de censura
Estamos vivendo em um país livre? Não é o que parece…
Com o avanço das mídias digitais e a facilidade de se noticiar através das redes sociais, a população mundial, mais especificamente a brasileira, usa muito este meio para se comunicar com amigos, familiares e conhecidos de outros países. É fácil e rápido.
Essas tecnologias estão presentes a todo o momento em nossas vidas, em casa, faculdade e trabalho e por isso, por algum motivo deixamos de ser um país livre.
Os principais veículos de comunicação do Brasil adotaram normas para se usar uma rede social na empresa. A orientação dada é que o Jornalista evite falar sobre clubes de futebol, dar suas opiniões partidárias, relatar o que ocorre nos bastidores da redação ou antecipar algum tipo de publicação. Ora, não estamos em um país livre? Não podemos opinar sobre alguns assuntos em nossa própria rede social? É melhor não, você corre o sério risco de perder o emprego.
Algumas críticas feitas por alguns profissionais em perfis do twitter podem ter sido o motivo para algumas demissões em suas empresas, foi o que ocorreu com o diretor da empresa Locaweb, Alex Glikas, foi demitido no ano passado após ironizar a equipe do São Paulo, time patrocinado pela empresa que trabalhava em seu twitter, e no mesmo ano o editor da revista National Geografic, Felipe Milanez, depois que o jornalista criticou uma matéria da revista veja também em seu perfil do twitter.
A repórter que trabalhava no Jornal Agora, do grupo folha, Carol Rocha também foi demitida por causa de uma “tuitada” que respondia a um amigo, que também foi demitido, Alec Duarte. “Mas na Folha.com nada ainda… esqueceram de apertar o botão. rs”. Carol falou a respeito da demissão em seu blog. “A minha conclusão é a seguinte: os jornais subestimam a inteligência dos leitores. Para o ombudsman, não é bom lembrar os leitores que o jornal erra. Também não é bom admitir, em público, que o jornal que briga e exige liberdade de expressão pratica censura interna”, completou.
E é por essas atitudes da maioria dos grandes veículos de comunicação é que todo cuidado é pouco e a atenção deverá ser dobrada. Acredito que vivemos em um país livre e sem preconceito, mas quando for usar o seu twitter, lembre-se de mostrar primeiro para o seu editor o que irá postar.
Por João Paulo Costa Jr. e Raphael Jota
Redação integrada gera confusão
Por Bruna Luiza, Sergio Moreira e Vitor Hugo
A redação integrada já é uma realidade em muitos meios de comunicação, porém gera uma grande confusão dentre alguns destes meios sobre o que realmente se pode chamar de redação integrada.
Para editora executiva da Sempre Editora (O TEMPO E SUPER NOTÍCIA) eles possuem uma redação integrada.
“No nosso caso temos em uma única redação o portal de notícias O TEMPO ONLINE, a webtv (TV OT) e as equipes do Super Notícia e da editora de cidades de O TEMPO impresso. A redação integrada nada mais é do que a consciência de que temos que nos preocupar em informar tanto internautas e usuários das redes sociais, como os leitores e assinantes do impresso.”
Afirma ainda que este sistema facilitou a vida dos jornalistas . “Se antes o repórter voltava da rua para redigir a matéria na redação, agora ele envia a informação para a redação (portal) onde é discutida por todos em um mesmo local. Todos conversam entre si. Um alimenta o outro o tempo todo.”
Ao questionar a editora a respeito da confusão dos jornalistas sobre o verdadeiro conceito de redação integrada, Lúcia Castro não quis falar muito. A penas admitiu que pode ocorrer equívocos mas que até o momento é tudo que ela sabe sobre o assunto.
A dúvida não é rara entre vários profissionais da área. Porém, há de se convir que além de colocar em comum profissionais de jornalismo -que antes estavam separados por setores- e usar a mesma matéria, redação integrada é muito mais do que reaproveitar conteúdos para diferentes mídias. O assunto deve ter uma continuidade (seqüência/aprofundamento) de acordo com os recursos que permite tais mídias. Um exemplo disso é a internet que torna possível acompanhar o desenrolar dos fatos em tempo real, o que não ocorre no impresso.
Confira os bastidores da inauguração da rotativa da Sempre Editora http://www.otempo.com.br/videos/player/?v=1278
Autoridades prestigiam lançamento do novo parque gráfico da Sempre Editora
Demissão digital
Todo jornalista tem que manter a postura profissional não só no ambiente de trabalho, mas também fora dele, principalmente se houver perfis e contatos na internet. As redes sociais são ferramentais fundamentais para que as empresas de Rh possam encontrar aqueles profissionais que desejam e admiti-los para um emprego, mas essas redes também podem ser consideradas como “vilãs” e ser o motivo principal da demissão de um funcionário.
O microblog Twitter é uma ferramenta com um grande poder de instantaneidade nas informações. O twitter é usado para postar desde assuntos rotineiros, meio de comunicação entre empresas /clientes e até notícias de última hora que circulam em poucos minutos por toda a rede, formando a opinião de muitas pessoas. Por causa dessa grande possibilidade de comunicação que o twitter oferece, muitas pessoas se afobam e escrevem em 140 caracteres, coisas que não devem.
O jornalista Alec Duarte, editor-assistente de política da Folha de S.Paulo, que não respondeu o nosso e-mail para uma possível entrevista, é um dos exemplos de profissionais que foram demitidos por postar o que não devia na rede social. “Nunca um obituário esteve tão pronto. É só apertar o botão”, comentou em seu twitter, referindo-se a morte do ex-vice presidente José Alencar, que faleceu no dia 29 de março deste ano.
A repórter do jornal Agora, pertencente ao grupo Folha, Carol Rocha, também foi demitida por responder o comentário do colega em seu twitter: “Mas na Folha.com nada
ainda… esqueceram de apertar o botão. rs”. A jornalista desabafou em seu blog a respeito da demissão e questionou a falta de liberdade de expressão presente aos profissionais da área fora do horário de trabalho. “Os jornais subestimam a inteligência dos leitores. Também não é bom admitir, em público, que o jornal que briga e exige liberdade de expressão, pratica censura interna. Além do meu caso, quem não se lembra do Falha de S.Paulo?”
De acordo com um estudo realizado em 2010 pela empresa americana Proofpoin, especializada em segurança de e-mails, 8% das companhias americanas com mais de 1000 funcionários demitiram profissionais por seu comportamento em redes sociais. Comportamentos que vão de críticas à empresa, pares e subordinados, até o desvio de documentos privados da organização.
Portanto, os jornalistas têm que se convencer que suas contas nas redes sociais não devem ser encaradas somente como pessoais. Por atuarem com mídias, os jornalistas são pessoas públicas e que levam o nome do veículo em jogo. Até mesmo para aqueles que estão no início da profissão, à procura de um emprego, tem que tomar cuidado com o que postam, pois podem não conseguir uma oportunidade na área que tanto desejam trabalhar.
Por: Débora Ferreira e Januária Vargas
Redação integrada é uma redação que conta com jornalistas da plataforma impressa e da plataforma digital, a finalidade é reduzir custos, unificar as matérias, distribuindo a informação com maior eficácia, eficiência e principalmente abrangência.
As redes sociais estão invadindo as redações brasileiras, a exemplo disso temos o jjornal impresso O GLOBO que conta com um jornalismo de Redação integrada, disponibilizando suas matérias na internet. Dessa forma fica mais interativo e atrativo. É o que comprova a pesquisa da Oriella PR Network 2011.
A tendência das atuais redações é que cada dia mais tenham seus antigos aparelhos e métodos de produção de notícias, atualizados ao mundo globalizado que exige rapidez e objetividade nas distribuições dos conteúdos, além de prezar pela mobilidade e portabilidade.
Jornal digital, se sujeira na mão, leitor colaborador, essas e outras atividades estão presentes no nosso dia a dia, resta agora às antigas redações se adaptarem, em Minas Gerais o que se vê ainda é arcaico, transplante direto de conteúdo de uma plataforma para outra, sem adaptações ou renovações.
Os futuros jornalistas e atuais mestres, conscientes das mudanças dos recursos jornalísticos tem adaptado seus discursos para enfrentar o mercado de trabalho. O que se tem visto nas salas de aula da capital mineira:
Focas adaptadas para veiculação em blogs, twitter, facebook, celulares e outras.
Professores em processo de assimilação das mudanças, adaptação de conteúdo didático e consciência de evolução.
Porém o suporte técnico e material ainda é falho, não existe uma especialização para conteúdo específico para celular ou blogs por exemplo. Muito menos aparelhos de IPod, Ipad e diabo a quatro para aprendizado em salas de aula. E ainda querem implantar a TV digital.
Estamos no aguardo, para fazer parte de futuras redações integradas, porque no presente o que se ve é diferente.
Saiba mais com jornalista Avelar Livio, pioneiro na internet, criador do ND Online, portal hiperlocal de Notícias do Dia com redação online-impresso integrada. Linkedin: http://migre.me/50j
@Avelar_ND
Aluno: Paulo Lopes
Entendendo Mídias Digitais
Por: Natalie Boscato e Verônica Cruz
No último dia 25 foi lançado o e – book – “Para entender as Mídias Sociais”- e nada mais coerente com o projeto do que disponibilizá-lo gratuitamente na internet.
A tarefa de codificar, entender e repassar esse conhecimento sobre mídias sociais traz uma nova perspectiva aos usuários e profissionais de comunicação que utilizam as redes sociais para enviar e receber informações.
O projeto tem como finalidade expor as minúcias das redes de relacionamento existentes, debater e compartilhar com o público as experiências vividas pelos os colaboradores do livro virtual.
São inesgotáveis todas as possibilidades que as redes sociais podem proporcionar aos usuários. Atualmente as grandes organizações utilizam as redes sociais como forma de expandir seus negócios e obter um relacionamento mais direto com seus clientes.
Artistas são lançados pela rede mundial de computadores sem precisar se associar as grandes gravadoras ou as grandes corporações do entretenimento. Pode-se inferir então que a internet possui um potencial gigantesco e atrelado a esse enorme “poder” as redes sociais se consolidam nesse emaranhado de possibilidades como uma forma barata e de fácil acesso para que os usuários de internet possam criar sem limites e melhor expor suas idéias a baixo custo e com eficácia.
Ana Brambilla consegue reunir nesse livro vários olhares sobre as Mídias Sociais, como organizadora da publicação. Ela escreve em seu blog Libellus e mantém seu twitter sempre atualizado com informações sobre mídias sociais. Segundo ela se aventurar nesses tema preenche um pouco do vazio sobre discussões sobre mídias e relacionamentos virtuais “creio que tenha sido a participação recente em vários eventos sobre mídias sociais, e o vazio que me tomou ao retornar deles sem que aquela rica discussão se mantivesse viva. O livro, de certa maneira, tenta prolongar o calor da troca de ideias desses eventos”diz Brambilla.
A idéia de apresentar essa publicação como E-book é perfeita quando se fala de Midias Sociais. Se torna mais interessante para os leitores quando se fala de um assunto, como produtos online justamente com a “teoria” sendo no mesmo plano.
Veja vídeo de Ana Brabilla sobre Mídias Digitais:
O lançamento do livro online foi no dia 25 de Abril desse ano com um Happy Hour em São Paulo, com o diferencial que o livro ficou disponibilizado pelo Twitter, Facebook e tumblr ao mesmo tempo que se iniciava presencialmente. Pena não ter acontecido com uma transmissão ao vivo, para que fosse levado aos quatro cantos como propõe as visões dos autores.
Para baixar o e – book clique aqui.
O novo jornalismo: A união entre o papel e a web
Por: Natalie Boscato e Verônica Cruz
Um novo modelo de fazer jornalismo está surgindo. Depois da informação processada via computador outra novidade chega as redações: A integração.
A integração das redações consiste em unir profissionais de várias editorias para que repórteres com visões diferentes sobre um mesmo assunto produza material informativo mais baixo e com mais dinamismo. Explicaremos melhor:
Além das transformações físicas da redação como mudança de maquinário, muda computador pra Ca, coloca maquina fotográfica pra La, o cerne da integração das redações são as editorias on line e todo o impresso trabalharem juntas. O maior beneficio dessa junção alem de dinamizar a informação para o leitor seria o baixo custo na apuração de noticias.
Óbvio que deslocando-se menos pessoas e equipamentos o custo ficará mais baixo para as empresas de comunicação fazendo com que a receita dessas empresas cresça. Na opinião de vários repórteres papel e web nascem juntas. No Brasil o primeiro jornal que teve a iniciativa de integrar sua redação impressa com a on line foi O Globo, mas em outros países como Estados Unidos(“New York Times) e Espanha (El Pais) essa experiência já vem dando certo.
Para Aparecida Souza que atualmente é assessora de imprensa de uma empresa privada, mas com larga experiência em redação a iniciativa é inovadora e o leitor só tem a ganhar. “Já tinha ouvido falar sobre integrações de redações jornalísticas, acho inovador e muito apropriado unirmos forças para criarmos textos atraentes ao leitor e ao mesmo tempo que sejam feitos para o veiculo adequado. Quando falo de adequação de veiculo de comunicação me refiro aos jornais que simplesmente transportam para o seu site o conteúdo produzido para o impresso o que na minha opinião é um equivoco pois o texto de revista é diferente do texto do impresso que é diferente do release que é diferente do texto para a TV”.
Ainda para Aparecida é preciso tratar as redações como uma so coisa pois afinal o objetivo é o mesmo: informação de qualidade e coerente para que a credibilidade do veiculo de comunicação com o leitor nunca acabe.
Confira mais informações sobre a integração das redações jornalisticas na visao do jornal O Estado de São Paulo:
Novas mídias, novo jornalismo.
As novas mídias e os rumos do jornalismo
O jornalismo passa por de mudanças devido ao surgimento de novas tecnologias e com essas novas tecnologias surgem formas de interação diferentes das habituais. Novos mitos surgem sobre o futuros do jornalismo. Novas possibilidades
de apuração da notícia, utilização de infográficos, textos, vídeos e fotos. Assim a reportagem torna-se cada vez mais interativa e disperta maior interesse do público.
Na era digital o leitor é o maior canal de distribuição da informação. As novas formas de interação possibilitam que as pessoas compartilhem as informações de forma viral, podendo todos saber o andamento dos fatos em tempo real.
A centralização e o privilégio de notícias dentro do jornalismo são cada dia mais difícil, já que a possibilidade de compartilhamento de informação segue na velocidade em que surge o acontecimento. cabe aos jornalistas explorarem as novas oportunidades como o news game.
Sempre que uma nova tecnologia é agregada aos antigos meios de comunicação,
uma nova questão é abordada:
Qual o perfil do novo usuário?
Na abertura do tradicional rádio para o domínio da transmissão de imagens pela televisão,abordou-se a questão da produção de conteúdo em vídeo, e a dúvida sobre o futuro da “mídia antiga”.Com o advento das novas mídias e a popularização da internet no final do século XX, questões semelhantes ficam em evidência.
Qual o destino do processo de produção e da publicação de conteúdo?
Qual o novo perfil do leitor/usuário dessas novas mídias?
Como os fabricantes se adaptarão a esse novo perfil?
Até que ponto a integração dos produtores de conteúdo com os fabricantes pode influenciar no produto final para o leitor? Muitos veículos de comunicação se adaptaram rapidamente ao novo formato de jornalismo, incluindo os mais antigos, que até pouco tempo se limitavam ao modelo clássico, até os novos portais de informação, já criados em meio à “nova ordem”.
Dos clássicos que se adaptaram, podemos citar o exemplo do “New York Times”, do magnata Donald Trump, que depois de 4 anos com conteúdo aberto, na esperança de aumentar o número de acessos e valorizar o jornal com anunciantes, volta ao modelo de portal pago em 2011. A reviravolta de um dos jornais mais tradicionais do mundo ilustra o quadro geral do modelo de jornalismo atual: a adaptação do formato de publicação com foco no consumidor.
Descubra um um pouco mais sobre CyberCultura, você pratica e talvez nem saiba. Por uma outra perspectiva, como exemplo dos novos veículos concebidos em meio às novas mídias, o “Brasil 24/7” é um modelo de portal voltado para visualização no iPad, com conteúdo opinativo, e uma equipe de profissionais antenados no novo modelo de comunicação.
O “Brasil 24/7” é o primeiro jornal diário do Brasil desenvolvido para iPad e demais plataformas digitais, incluindo outros tablets e é um exemplo de atividade jornalística nas redes sociais e na utilização dos adventos das novas tecnologias substituindo o tradicional jornal impresso. Grande parte da população tem twitter, facebook, orkut ou msn, mas isso não os fazem ser jornalista é necessário apuração dos fatos e diploma na mão. O site Sou BH, tem como objetivo linkar as variadas formas de diversão da cidade de Belo Horizonte, com grande interatividade as redes Sociais e com uma linguagem jovial oferece informações da cidade de forma multimídia.
Mais opiniões
Encontro Mineiro de Professores de Jornalismo – EMPJ.
Confira na íntegra o texto produzido por
José Marques de Melo, Professor de Comunicação Social,sobre o tema:
Jornalismo – novas mídias, novos desafios.
Alunos:Juliano Rodrigo,Etiene Martins,Paulo LopesStephanie Medeiros.



