Na Hipermídia

Blog de produção da disciplina Produção e Edição Multimídia, do Centro Universitário UNA. (prof. Jorge Rocha)

O tradicional perde espaço para o novo

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As eleições 2010 tiveram um quesito a mais. As redes sociais e os veículos de mídia on line ganharam peso nas coberturas dos presidenciáveis. Neste segundo turno, tudo indica que as “velhas mídias” estão perdendo espaço para as mídias virtuais.

O jornalista Geraldo Seabra acredita que as mídias tradicionais estão de fato perdendo espaço e que isso é uma mudança positiva quando o assunto é a confiabilidade das fontes. “Sem dúvida, as mídias tradicionais vem perdendo espaço e poder de influência em relação às novas mídias, em especial, as mídias sociais,onde a informação que realmente interessa é disseminada de forma incontrolável pelos órgãos reguladores como acontece nas mídias controladas pelas leis da radiodifusão”, defende.

Já a jornalista Joana Ziller, acredita que o que acontece é que a partir das mídias sociais, mais opiniões e pontos de vista são divulgados. “Acho que o que está acontecendo é a possibilidade de divulgação de uma parcela maior da multiplicidade de opiniões e versões existentes sobre as candidaturas e a realidade que as envolve. Assim, parte do público que não concorda com a abordagem da cobertura predominante em veículos tradicionais tem, agora, possibilidade de ter contato com outras abordagens, cuja divulgação é potencializada pelas facilidades de publicação nas mídias digitais”, explica.

Twitter, Facebook, Orkut e todas as outras que são simultâneas que abrangem muitas pessoas e de diversas localidades ganham destaque quando se fala em credibilidade da informação. Ao retrocedermos um pouco, tínhamos apenas três veículos fortes de divulgação, o rádio, a televisão e o jornal impresso – que entra também a revista e mídia impressa – nela não se podia dar opiniões, e era muito mais fácil de lidar e obter votos. Porque tudo que se passava na televisão era o certo, principalmente em canais que já vem de varias gerações como a TV Globo. Alguns veículos deixam claro quais são suas preferências, como explica o editor chefe da Revista Trip, Lino Bocchini, “não concordo com uma linha do que o Estadão publica, mas tiro o chapéu para sua ‘saída do armário’. Isso é muito comum na Europa, e é muito mais honesto e até saudável para a democracia e o futuro do país que jornais assumam suas preferências (como o Estado) e não fiquem se fingindo de imparciais quando claramente não o são (como a Folha).”

Mídias televisivas e a internet passam uma mesma questão diversas vezes de maneiras diferentes. O grande exemplo do dia, comentado em todas as redes sociais foi o episódio da bolinha de papel de José Serra. O Jornal Nacional, da TV Globo passou a informação de que o candidato do PSDB, José Serra, havia sofrido um atentado, levando uma pedrada de algum manifestante durante a caminhada de campanha do candidato. O apoio da emissora é visível a todos. A Folha de São Paulo, que também dá apoio escancarado ao tucano, publicou a mesma versão do fato. Mais tarde, o SBT divulgou o mesmo vídeo, porem com cenas em câmera lenta e constatou que o “objeto não identificado” era apenas uma bolinha papel. O assunto virou chacota nas redes sociais por causa do fingimento do candidato, que foi a dois hospitais particulares para fazer uma tomografia, em conseqüência do “ataque”.

O que se discute hoje é que os jornais impressos não têm a mesma dinâmica das redes sociais para divulgar fatos verdadeiros. “Por mais limitado que seja o alcance das mídias digitais, boa parte dos jornalistas usa esse meio para buscar informações novas e tendências do dia, então há sim uma influência da internet sobre os meios de comunicação tradicionais”, explica o jornalista Bruno Boghossian. O professor de jornalismo da UFV, Carlos D’Andrea também dá sua opinião sobre a importância da internet nas campanhas políticas. “Pela internet denúncias importantes foram amplificadas, farsas foram desmascaradas, ironas inteligentes surgiram e ganharam fama. Vimos também um desfilar de preconceitos, radicalismos, factóides etc. Talvez a soma desses usos construtivos e meramente especulativos seja apenas uma versão mais estridente dos nossos avanços e das dificuldades ao lidar com a política”, opina.

Por: Daniella Lages, Lais Sena, Naiara Campos, Natália Zamboni, Paulo Lopes

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Written by naintegrabh

outubro 25, 2010 às 9:54 pm

Publicado em Uncategorized

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